Quem se propõe a trabalhar com design thinking sabe que todo o exercício para encontrar soluções aos problemas colocados é calcado na experiência de consumo e não apenas no produto ou serviço em si. Luis Arnál, presidente da Insitum – empresa que busca no cotidiano do consumidor informações para gerar inovação e novos negócios – costuma encarar desafios inusitados e corporativamente radicais.

Arnál não se contenta em ouvir relatos de seu público alvo sobre as necessidades encontradas. Antes de propor inovações às empresas que o contratam, ele sempre faz uma imersão no mundo que está pesquisando.

Uma das experiências curiosas do CEO da Insitum foi usar absorvente durante três dias. Não que ele precisasse, mas entendeu que se abraçasse de fato a rotina das mulheres antes de elaborar um projeto para o fabricante de absorventes que o contratou, teria mais clareza sobre a realidade feminina e, consequentemente, melhores ideias para o produto.

Nesse processo, descobriu que a cola das abas não só incomodava, como estragava as peças íntimas. Arnál não resumiu sua pesquisa de campo a essa experiência, mas a considerou fundamental na hora de desenvolver a solução contratada.

 

Fonte: Exame

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