O design thinking, esta “nova forma de pensar e de inovar que está revolucionando o modo como pessoas, organizações e comunidades resolvem os seus problemas em todo o mundo”, foi tema recentemente de um artigo publicado no jornal português Público, escrito pelo professor de Gestão e Estratégia da Universidade Católica Portuguesa, Ricardo Morais. No texto, ele recorda que o termo “design thinking” é usado desde a década de 1980, sendo atribuído a Peter Rowe, professor de Arquitetura e Desenho Urbano na Universidade de Harvard, pelo livro que publicou em 1987.

 

Mas, para o professor, devido ao conceito de natureza interdisciplinar do termo e aos inúmeros livros sobre o assunto surgidos nos últimos anos, uma boa maneira de explicá-lo é utilizando cinco metáforas: lógica, sistema, processo, inovação e organização. Confira os conceitos de Morais para cada uma destas metáforas:

 

Lógica: aplicação do pensamento analítico e intuitivo para reenquadrar problemas que o método científico não dá conta de resolver. Para produzir efeitos desejados pelas pessoas, pressupõe a invenção de causas e mecanismos causais não existentes.

 

Sistema: abarca três constrangimentos simultâneos, desejabilidade humana, possibilidade técnica e viabilidade econômica. A harmonia entre esses três elementos, somado ao permanente constrangimento temporal, resulta no verdadeiro desenho de excelência.

 

Processo: dividido em três fases que variam conforme o autor. Inspiração, composta pela investigação histórica, etnográfica e fenomenológica. Ideação, que pode incluir brainstorming, prototipagem, bodystorming, storyboarding, cenários e feedback. E implementação, em que se tenta refinar o custo, a produção, o controle de qualidade e a manutenção do que é inventado.

 

Inovação: Centrada no ser humano e permite o gerenciamento de portfólio em quatro tipos de projetos. Para utilizadores atuais, projetos de gestão incremental que atualizam a oferta atual (ex. novo modelo do mesmo carro) e projetos de extensão evolucionária que criam novas ofertas (ex. carro elétrico). Para novos utilizadores, projetos de adaptação evolucionária que adaptam a oferta atual (ex. carro micro) e projetos de criação revolucionária que criam novas ofertas (ex. nova forma de transporte).

 

Organização: Compromisso por parte da gestão e da equipe de co-criação de descobertas e invenções com base em workshops interdisciplinares e projetos-piloto.

 

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