A Forbes divulgou neste mês de agosto seu ranking anual das 100 empresas mais inovadoras do mundo em todos os setores. O ranking é liderado pela Salesforce.com, empresa de armazenamento de dados na internet para empresas, com sede em São Francisco, que permanece no primeiro lugar pelo terceiro ano consecutivo. A primeira empresa brasileira a figurar na lista é a Natura Cosméticos, na 10ª posição, seguida pelo grupo de alimentos e bebidas BRF Brasil Foods (39º lugar) e o conglomerado especializado na distribuição de combustíveis e logística Ultrapar Participações (55º).

 

As quatro primeiras da lista são todas norte-americanas: depois da Salesforce aparecem a biofarmacêutica Alexion Pharmaceuticals (2º), a também fornecedora de serviços de “computação na nuvem” VMware (3º) e a biofarmacêutica Regeneron Pharmaceuticals (4º). A primeira empresa não americana da lista é britânica ARM Holdings, dedicada a microprocessadores e software, no quinto lugar. A gigante varejista de e-commerce Amazon.com apareceu na sétima posição. A Rakuten Inc, líder global em marketplace no segmento PME e presente no Brasil desde 2011, ficou em nono lugar. Outros destaques foram Google (47º), SAP (72º) e Apple (79º).

 

A Natura Cosméticos, que atua no setor de produtos de beleza, higiene pessoal e fragrâncias, apareceu este ano na décima posição da lista, depois de ter ficado de fora no ano passado. Fundada em 1969 e presente em vários países latino-americanos e europeus, com valor de mercado de US$ 10,54 bilhões, segundo a Forbes, a Natura apareceu em oitavo lugar em 2011. Já a BRF avançou quinze posições na lista. A empresa surgiu em 2009 a partir da fusão da Sadia e Perdigão, está presente em mais de 120 países e tem um valor de mercado de US$ 19,25 bilhões. A Ultrapar Participações manteve a mesma posição do ano passado. A empresa distribui combustíveis por meio das estações de serviço Ultragaz e Ipiranga, e também gás liquefeito a 10 milhões de lares. Seu valor de mercado é estimado em US$ 11,4 bilhões e conta com cerca de 9.000 funcionários.

 

Para figurar no ranking da Forbes as empresas devem ter US$ 10 bilhões em capitalização de mercado, gastar pelo menos 2,5% da receita em Pesquisa e Desenvolvimento e ter sete anos de dados públicos. A metodologia utilizada pela revista é a Innovation Premium, que calcula a projeção de lucro (como o fluxo de caixa) de empresas já existentes e inclui no cálculo o crescimento dessas instituições e o VPL (valor presente líquido). Assim, a Forbes calcula o VPL dos fluxos de caixa dos negócios existentes com uma capitalização de mercado atual. As empresas com uma capitalização de mercado corrente acima do VPL entram na lista como as mais inovadoras do mundo.
Esta é a razão pela qual a rede social Facebook não aparece no ranking, enquanto a Apple está apenas na 79º posição. A lista não considera bancos, companhias de mineração ou do setor de energia, cujo valor de mercado está mais ligado ao preço das matérias-primas que à inovação. Das potências emergentes BRICS, além do Brasil, a China possui cinco empresas na lista e a Índia, três. Os outros dois países do grupo, Rússia e África do Sul, não aparecem na lista. Um total de 36 empresas europeias estão presentes, entre elas a espanhola do setor de biotecnologia Grifols (25º lugar). Os Estados Unidos aparecem 39 vezes e o Japão ocupa o segundo lugar com 11 empresas, superando de forma individual os europeus.

 

Confira aqui o ranking completo:  http://www.forbes.com/innovative-companies/

 

(Com agências internacionais)

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