Por Edgard Charles Stuber

Será possível inovar ou ter processos inovadores se as pessoas não estão sendo incentivadas a desenvolver a sua criatividade? Uma das possibilidades de se recuperar a criatividade, tão necessária para enfrentar os desafios que temos pela frente, é através do Design Thinking, que se apresenta como uma metodologia de solução de problemas. Muitos cursos à distância vêm sendo instituídos pelas principais escolas internacionais especialistas na área, como o Venture Lab, da Universidade de Stanford, e o MIT Media Lab, do Massachusetts Institute of Technology. Mas será que conseguimos realmente abordar a criatividade com cursos à distância?

Este é o desafio que o Venture Lab de Stanford está enfrentando com um curso intensivo online que teve sua primeira turma em 2012 e já está na sua segunda edição. O curso é projetado para explorar os diversos fatores que estimulam e inibem a criatividade em indivíduos, equipes e organizações. A cada sessão, as equipes virtuais se concentram em uma variável diferente relacionada à criatividade, tais como problemas de enquadramento, suposições desafiadoras e equipes criativas.

O curso é altamente experimental, exigindo que cada aluno participe ativamente uma vez por semana, com prazos de menos de sete dias para apresentar soluções aos diferentes desafios apresentados semanalmente. Alguns dos desafios tinham que ser concluídos individualmente, e alguns realizados em equipes. Ao final do curso foi realizado um projeto de duas semanas, que permitiu aos participantes usarem todas as ferramentas que aprenderam.

Para promover a colaboração e a aprendizagem entre os alunos, foram criadas equipes por atribuição. Cada projeto foi feito com uma equipe diferente, para que os alunos tivessem a chance de trabalhar com uma grande variedade de participantes.

Tina Seelig foi a idealizadora deste experimento. Ela atua como diretora executiva do Stanford Technology Ventures Program e ministra cursos sobre inovação, criatividade e empreendedorismo no departamento de Gestão de Ciência e Engenharia e na d.School. Veja o vídeo de lançamento do curso, onde ela explica sobre o desafio de ensinar criatividade:

https://www.youtube.com/watch?v=OF0lOidC4uY&list=PL515AB2CD20D0DC72

O MIT Media Lab também lançou recentemente um curso similar, chamado Learning Creative Learning, que teve a primeira turma em 2013 e que é ainda mais experimental do que o de Stanford. Gratuito, aberto a todos os interessados, com encontros semanais online, o curso se propõe a discutir ideias e estratégias para a concepção de tecnologias para apoiar a aprendizagem criativa, dividido em temas como “Interest-Based Learning”, “Powerful Ideas” ou “Tinkering”. Os alunos têm acesso e oportunidade de experimentar diversos projetos criados dentro do MIT Media Lab, a maioria no Lifelong Kindergarten, conceituado laboratório que se dedica a criar ferramentas intuitivas para o aprendizado de crianças, levando os pequenos a aprenderem primordialmente a solucionar problemas. O diretor do Lifelong Kindergarten, Mitchel Resnick, é também o idealizador deste novo curso do MIT Media Lab. Resnick é criador da linguagem de programação infantil Scratch, dos produtos robóticos da Lego e um dos pioneiros mundiais em unir aprendizado e tecnologia. Neste link o vídeo de lançamento do curso:

https://www.youtube.com/watch?v=QrsIICQ1eg8

Aparentemente muitas novas iniciativas estão sendo testadas para tentar desbloquear o potencial criativo que temos e muitas vezes não sabemos usá-lo. Em um próximo post apresentaremos os resultados e as avaliações destas iniciativas.

 

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